Entenda qual a diferença entre espumante e champagne?

Marco Carbonari é empresário e dono da vinícola Villa Santa Maria, localizada no município paulista de São Bento do Sapucaí, que atrai milhares de turistas todos os anos. Neste artigo, o especialista diz qual é a diferença entre duas bebidas que se parecem muito, porém são bem diferentes: espumante e champagne.

Você sabia que nem todo espumante é champanhe? Pois é, o champanhe, na verdade, só é produzido na região homônima da França, que leva o mesmo nome. Tudo o que é feito no restante do mundo é espumante, basicamente. A legislação francesa leva isso muito a sério, tanto que o nome Champanhe é protegido por lei. Em 1927, Champagne ganhou o título de AOC – Appellation d’Origine Contrôlée (Denominação de Origem Controlada). Ou seja, só pode levar esse nome se for produzido naquela determinada região, com as três uvas autorizadas para tal – Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier.

Então, se o vinho for produzido com as mesmas uvas e técnica, porém, em outra região, terá de usar outro nome, como é o caso do Crémant (espumante francês produzido na Alsácia, Borgonha, Bordeaux, entre outras regiões). Marco Carbonari conta que na região de Champagne, em respeito aos rigorosos métodos de produção, a segunda fermentação deve, obrigatoriamente, ser realizada dentro da garrafa, em uma técnica chamada champenoise.

Já o espumante nada mais é do que um vinho que passa por uma segunda fermentação, que pode acontecer tanto em grandes cubas de aço como na própria garrafa. Então, os espumantes são produzidos, como visto anteriormente, fora daquela região francesa e em diversos países, por meio de diferentes processos, como o champenoise, charmat e asti. Essas nomenclaturas são encontradas, geralmente, nos rótulos das bebidas.

A fermentação da bebida acontece primeiramente pela alcoólica, onde o açúcar natural da uva é transformado em álcool – comum em todos os tipos de vinhos do mundo. Marco Carbonari diz que já a segunda fermentação é realizada com o intuito de adquirir a efervescência, resultando na espuma e nas “bolinhas”, que são justamente as mais apreciadas neste estilo de vinho.

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