O céu é o limite para a medicina diagnóstica

Como seria a vida sem energia elétrica, sem os meios de comunicação, sem a otimização do tempo com a velocidade dos transportes? Recursos tão presentes em nosso dia a dia que nem sequer imaginamos a ausência deles. Na história da humanidade, a ideia de evolução e de progresso sempre esteve ligada à solução de problemas cotidianos de forma criativa, segura e rápida. E, quando o assunto é saúde, as soluções pedem ainda mais pressa.

Olhar para o alto, por exemplo, e enxergar drones sendo testados para transportar medicamentos e kits de primeiros-socorros é entender que o alcance não diz respeito apenas ao que está próximo, mas principalmente ao que pode ir mais longe. No caso da medicina diagnóstica, ver esses equipamentos transportando amostras de exames é entender que o céu é o limite.

O que parecia cena futurista, projetada para um tempo distante e inimaginável, está cada vez mais perto de se tornar realidade. Com esse olhar, o Grupo Pardini tem testado e já realizou dois voos de demonstração com drones em parceria com a SpeedBird Aero. Para a companhia, que entregou à população brasileira 32,5 milhões de diagnósticos no primeiro trimestre de 2021, as tecnologias digitais e a rapidez proporcionada por elas serão sempre grandes aliadas.

A história dos veículos aéreos não tripulados começou na área militar, dentro de táticas de ataque durante as guerras. Atualmente, os testes brasileiros da tecnologia abrangem os mais diversos setores e buscam aprovação para serem utilizados em diferentes finalidades.

Para o setor de energia, a contribuição reside no monitoramento de torres de transmissão, usinas, circuitos e sistemas elétricos. Na agricultura, drones podem mapear grandes áreas de plantação. Na construção civil, inspecionar os canteiros das obras. No setor alimentício, a expectativa é aprimorar as entregas dos pedidos dos consumidores. Alcance, aumento de eficiência e gestão sustentável são objetivos que unem todas essas áreas.

Na medicina diagnóstica, o que antes era tendência se tornou compromisso. Com as rotas aéreas, nosso intuito é otimizar o tempo em trajetos necessários para o processamento de exames, contando com a segurança das rotas automatizadas e monitoradas por operadores. Desde dezembro de 2020, apostamos nessa evolução. Os testes com amostras constataram que trajetos terrestres que durariam 30 minutos podem ser feitos por rotas aéreas em cerca de 6 minutos.

Após a fase de testes, o projeto passará pela validação de órgãos reguladores brasileiros. Desde já, a sociedade tem visto como o acesso ao diagnóstico pode ser decisivo para a cura, a prevenção e o cuidado coletivo. E nós sabemos como a agilidade para gerar respostas e soluções conta com a inovação. Inovação aqui na terra e também pelo céu.

* Alessandro Ferreira é vice-presidente do Grupo Pardini